13 de maio de 2006

Expedição "Lost in Translation" (Parte II)







Depois de pousar as malas no quarto, saímos imediatamente para dar uma volta pela cidade.
Fomos até ao fim da Linden Strass, que é uma das ruas principais, e uma das que têm mais monumentos.
Passámos por um monumento ao holocausto (uma mãe que chora, com o filho morto nos braços), pela universidade velha e a biblioteca (1ª foto). Foi também o local onde Hitler e o 3º Reich decidiram queimar livros que se opunham à sua filosofia. Para marcar este acontecimente trágico, ergueu-se um monumento gigante, na forma de uma pilha de livros, com os nomes dos autores na contracapa (2ª foto).
Vimos também uma catedral cristã, a ópera... sempre andando até chegar ao Brandburg Gate (4ª foto).
No entanto, esta primeira tour foi em género de sneak preview, uma vez que ainda não tinhamos comprado o guia que explica a história de cada coisa.
Vimos todos estes monumentos uma segunda vez, com mais calma e informação.

No dia seguinte estava planeada uma excursão ao parlamento alemão. Fomos num autocarro, os professores, os alunos, a minha mãe e eu.
Foi muito interessante. A primeira parte da viagem foi na realidade uma visita guiada. Levaram-nos por toda a cidade, a ver os monumentos e a explicar-nos a sua história. Para além de isto nos ter dado a confiança de ver tudo, facilita muito as coisas quando fizemos o mesmo roteiro pelo nosso próprio pé, later in the day.
Quando chegámos ao parlamento fomos recebidos por uma deputada, que nos levou para uma sala de conferências. Lá explicou-nos brevemente o sistema parlamentar alemão, e deixou-nos fazer perguntas. Foi muito interessante, e fiquei impressionada com a transparência do sistema (ou desta deputada em particular): nenhum assunto é tabu. Nem mesmo salários e beneficios dos deputados.
Depois disso fomos almoçar, seguindo-se uma visita guiada pelas instalações do edificio. Nenhum arquitecto devia morrer sem ir a Berlim. Todo o edificio é moderno, com um design impressionante, mas nada se compara à cúpula no todo do edicicio (3ª foto). Toda ela é feita de vidro e espelhos, e os espelhos estão dispostos de tal forma que nunca vemos o nosso próprio reflexo. Lindo!
Aí acabou a parte do dia que estava programada, e cada um foi à sua vida.

Decidimos juntar-nos aos professores.
Quando se chega perto do Brandburg Gate, e por toda a parte em redor dessa zona, começa a ver-se marcas no chão. Estão a marcar o sítio onde estava o muro de Berlim.
Duas coisas me impressionaram, nesta linha.
A primeira é a quantidade de vezes que saltei de Berlim Ocidental para Berlim de Leste, num só dia. Como seria viver sem se poder atravessar este murro terrível?..
A segunda foi como o linha é sinuosa (5ª foto). Não sei porquê, sempre imaginei o muro a direito, qual linha do horizonte: vísivel, mas intransponivel. Na verdade, faz curvas e contra-curvas, de modo a que passado uma hora perde-se a noção de que lado do muro se está.
De vez em quando (muito raramente), em cima da linha está um bocado do muro, que permite que estrangeiros e berlinenses demasiado jovens para o recordar tenham uma imagem real da dimensão e aparência do muro (última foto).

3 comentários:

Anónimo disse...

QUE SAUDADES DE USAR ESSES OCULOS DE SOL!!!
UAUAUAUAUAHHHHH
mr.wolf

L. disse...

ola bébé!

Estes nunca usaste.
São novos, comprei-os em estocolmo
tens de os estrear em breve!

:p

leila

***

olivia disse...

ai, cabrinha do inferno...
que inveija!! quero ir a berlin (essencialmente pelas bolas, e não pela bola... ptum-pchhhhhh)
beijo,
c