7 de Outubro de 2009
23 de Setembro de 2009
17 de Junho de 2009
Estes conselhos que vos deixo...
Nunca deixem que uma cabeleireira cujo penteado se assemelha ao do Mel Gibson no 'Arma Letal 2' se aproxime do vosso cabelo.
16 de Junho de 2009
Em repeat, na Radar
Estou farta de me queixar sempre das mesmas coisas.
Parece que de cada vez que abro a boca, solto o mesmo sortido de observações amargas sobre as questões que tornam a minha vida num charco de aborrecimento e lugares-comuns.
Tenho de ser uma pessoa mais positiva.
Ou, pelo menos, desgostar de coisas novas, bolas.
Parece que de cada vez que abro a boca, solto o mesmo sortido de observações amargas sobre as questões que tornam a minha vida num charco de aborrecimento e lugares-comuns.
Tenho de ser uma pessoa mais positiva.
Ou, pelo menos, desgostar de coisas novas, bolas.
13 de Junho de 2009
Cribs
Tenho uma casa nova.
Sei que para a maioria dos caros leitores, isto não representa uma grande novidade, mas uma vez que é um marco importante na minha vida, deve ser assinalado com a devida pompa e circunstância pelo Chuaah.
A residência em questão fica no bairro de S. José, atrás do Tivoli, a 7 minutos a pé do meu local de trabalho, e a 3 da mercearia do Sr. Shakil, que consta ter as melhores papaias do planeta ou, pelo menos, das redondezas.
Subindo as escadas até ao último andar do prédio renovado, abre-se a porta, e chega-se a um pequeno hall, que desemboca nas escadas de madeira que transformam este T0 num T1. Virando à esquerda encontra-se o quarto, pouco maior que a cama de casal feita à medida, encostada a uma das paredes.
A cama, munida de um colchão ortopédico muito jeitoso, está decorada com uma colcha iraniana bordada e várias almofadas coloridas do IKEA. A arca negra aos pés a seus pés, cuja montagem foi cortesia da clara, complementa perfeitamente o espaço, constituindo adicionalmente o aterro perfeito para as minhas malas que, reza a lenda, atingem já as centenas.
Duas das paredes têm janelas. A que vem até ao chão, aos pés da cama, dá para o Tivoli, e da outra, horizontal, vê-se o rio e o elevador de Santa Justa. Do lado oposto à cama está uma parede de vidro fosco, onde pendurei algumas fotografias com ventosas transparentes da loja do chinês, e que dá para as escadas interiores.
Na última parede, à cabeceira da cama, fica a porta da casa de banho. Também esta divisão está concebida com gosto e sofisticação. O espelho rectangular, que ocupa a quase totalidade da parede em frente à porta, multiplica por mil a luz natural das divisões contíguas, de maneira que se pode tomar banho ao sol, com as ondas da radio a sobrepor-se gentilmente ao som da água a cair no poliban de cerâmica branca.
Se nas escadas tivessem optado por virar à direita, passariam por uma sequência de prateleiras suspensas, repleta de recordações de viagens e gentes: o rola, na noite do Kubic; a clarita, em san cristobal de las casas, terra da Katrina e muitas outras histórias; a minha mãe com os óculos mágicos tunisinos; as manas toscano em londres; a sara em amesterdão; jogos de xadez angolanos; vasos iranianos pintados; e livros do século passado. Aliás, do anterior a esse.
Dois passos adiante, encontrar-se-iam na sala. À direita, fica o espaçoso armário embutido, disfarçado de parede, aos pés do qual há uma espécie de banco, que me aconselharam transformar em sofá, transfiguração que se deu com recurso a um velho colchão de campismo, forrado com uma manta, e mais algumas das fantásticas almofadas suecas.
Do lado oposto fica o sofá propriamente dito, e em frente a fantástica televisão, cortesia da minha mãe, onde por milagre sintonizo dezenas de canais sem a ajuda dos sanguessugas da zon ou meo.
Ao fundo, e sem separação física, fica a mesinha que uso como escritório, e um pouco mais para dentro, do lado direito, a cozinha, totalmente equipada com bonitos electrodomésticos de aço inox, dos quais gosto muito mas uso pouco.
E agora, a magia. No tecto da sala há uma espécie de tampa, da qual saem umas escadas, que dão para o telhado.
O telhado, do qual se vê toda a cidade até ao rio, tem a dimensão bruta da casa. Está coberto de um deck de madeira, e munido de chuveiro, o que no passado lhe valeu o cognome de 'praia de S. José'.
Foi este o venue da festa de aniversário da clara, e das festividades de Santo António. Foi aqui que ganhei, a custo, o parco bronze que exibo com algum orgulho. Foi aqui que me apaixonei pela Casa Chuaah, e assim se puseram em movimento forças que me trouxeram onde agora estou.
Só os que me acompanharam na exasperante procura de uma casa para alugar em Lisboa podem compreender ao que significa pisar este palco todos os dias.
O Chuaah tem um novo quartel general, leitores, e está feliz por isso.
Sei que para a maioria dos caros leitores, isto não representa uma grande novidade, mas uma vez que é um marco importante na minha vida, deve ser assinalado com a devida pompa e circunstância pelo Chuaah.
A residência em questão fica no bairro de S. José, atrás do Tivoli, a 7 minutos a pé do meu local de trabalho, e a 3 da mercearia do Sr. Shakil, que consta ter as melhores papaias do planeta ou, pelo menos, das redondezas.
Subindo as escadas até ao último andar do prédio renovado, abre-se a porta, e chega-se a um pequeno hall, que desemboca nas escadas de madeira que transformam este T0 num T1. Virando à esquerda encontra-se o quarto, pouco maior que a cama de casal feita à medida, encostada a uma das paredes.
A cama, munida de um colchão ortopédico muito jeitoso, está decorada com uma colcha iraniana bordada e várias almofadas coloridas do IKEA. A arca negra aos pés a seus pés, cuja montagem foi cortesia da clara, complementa perfeitamente o espaço, constituindo adicionalmente o aterro perfeito para as minhas malas que, reza a lenda, atingem já as centenas.
Duas das paredes têm janelas. A que vem até ao chão, aos pés da cama, dá para o Tivoli, e da outra, horizontal, vê-se o rio e o elevador de Santa Justa. Do lado oposto à cama está uma parede de vidro fosco, onde pendurei algumas fotografias com ventosas transparentes da loja do chinês, e que dá para as escadas interiores.
Na última parede, à cabeceira da cama, fica a porta da casa de banho. Também esta divisão está concebida com gosto e sofisticação. O espelho rectangular, que ocupa a quase totalidade da parede em frente à porta, multiplica por mil a luz natural das divisões contíguas, de maneira que se pode tomar banho ao sol, com as ondas da radio a sobrepor-se gentilmente ao som da água a cair no poliban de cerâmica branca.
Se nas escadas tivessem optado por virar à direita, passariam por uma sequência de prateleiras suspensas, repleta de recordações de viagens e gentes: o rola, na noite do Kubic; a clarita, em san cristobal de las casas, terra da Katrina e muitas outras histórias; a minha mãe com os óculos mágicos tunisinos; as manas toscano em londres; a sara em amesterdão; jogos de xadez angolanos; vasos iranianos pintados; e livros do século passado. Aliás, do anterior a esse.
Dois passos adiante, encontrar-se-iam na sala. À direita, fica o espaçoso armário embutido, disfarçado de parede, aos pés do qual há uma espécie de banco, que me aconselharam transformar em sofá, transfiguração que se deu com recurso a um velho colchão de campismo, forrado com uma manta, e mais algumas das fantásticas almofadas suecas.
Do lado oposto fica o sofá propriamente dito, e em frente a fantástica televisão, cortesia da minha mãe, onde por milagre sintonizo dezenas de canais sem a ajuda dos sanguessugas da zon ou meo.
Ao fundo, e sem separação física, fica a mesinha que uso como escritório, e um pouco mais para dentro, do lado direito, a cozinha, totalmente equipada com bonitos electrodomésticos de aço inox, dos quais gosto muito mas uso pouco.
E agora, a magia. No tecto da sala há uma espécie de tampa, da qual saem umas escadas, que dão para o telhado.
O telhado, do qual se vê toda a cidade até ao rio, tem a dimensão bruta da casa. Está coberto de um deck de madeira, e munido de chuveiro, o que no passado lhe valeu o cognome de 'praia de S. José'.
Foi este o venue da festa de aniversário da clara, e das festividades de Santo António. Foi aqui que ganhei, a custo, o parco bronze que exibo com algum orgulho. Foi aqui que me apaixonei pela Casa Chuaah, e assim se puseram em movimento forças que me trouxeram onde agora estou.
Só os que me acompanharam na exasperante procura de uma casa para alugar em Lisboa podem compreender ao que significa pisar este palco todos os dias.
O Chuaah tem um novo quartel general, leitores, e está feliz por isso.
7 de Junho de 2009
21 de Abril de 2009
inimigos públicos
Leitores, o Chuaah está preocupado.Dia após dia, o cidadão comum é confrontado com situações que poriam à prova a paciência do mais Jobinano de nós.
Num mundo em que a loucura acontece, e incidentes como Columbine se repetem, sinto que a única barreira entre os habitantes desta cidade e surtos psicóticos é saber que um asilo de jeito é muito difícil de arranjar, e é coisa para custar uns bons milhares de euros.
Farto do silêncio opressor, este Blog vai nomear as instituições cujos métodos ou resultados são mais passíveis de causar danos irreversíveis na psique dos incautos que a elas recorrem.
‘Inimigo Público’ é um termo utilizado para designar indivíduos cujas acções são criminosas, e provocam danos graves à sociedade. O Chuaah vai nomear quais são, na sua opinião, os três maiores Inimigos Públicos:
1) EMEL. Os meus antepassados pagaram impostos para construir as estradas que pavimentam esta cidade. Eu pago impostos para as manter. Pago portagens para nelas circular. Pago a gasolina do meu carro, a revisão, o seguro, o selo, e dou moedas aos arrumadores toxicodependentes. Porque é que tenho de pagar para ter o meu carro parado na via pública? Não é óbvio que se tenho veículo próprio é porque tenciono circular com ele? E, circulando, tenho eventualmente de o estacionar em qualquer lado?
Estou farta de pagar pelo que é meu. Esta cidade é minha, é vossa, é de todos os que nela nasceram e viveram.
Se a EMEL roubasse discretamente, moderadamente, esporadicamente, se prestasse alguma espécie de serviço, ainda que inútil, a sua existência seria suportável. Mas pagar 10 euros por dia, 220 euros por mês, 2640 euros por ano, só para ter o carro parado na rua, só para que ele esteja ali, quieto, isso sim, é de enlouquecer (atenção, os preços referidos são aproximações calculadas com base nos preços das ‘raspadinhas’, notoriamente mais económicas que as ‘moedinhas’).
Se Almada Negreiros se tivesse deparado com uma empresa municipal como esta, que o obrigasse a pagar para estacionar o seu cavalo na via pública, poderíamos muito bem ter tido um manifesto anti-EMEL, e o pobre Dantas teria vivido mais feliz, e menos insultado.
2) C.Ú. (refiro-me, é claro, ao Cartão Único, perdoem a piada fácil). Esta invenção genial proporciona ao cidadão comum dias e dias de entretenimento nas Lojas do Cidadão pelo país fora. São múltiplas viagens, senhas, horas de espera, e cabelos arrancados, no mais exasperante dos desesperos.
Ora, acompanhe-me nas contas: um dia na Loja do Cidadão das Laranjeiras para tratar da emissão inicial; um dia para ir levantá-lo; um dia para alterar a morada; uma hora para ir resgatá-lo à Loja, graças ao esquecimento do funcionário (vide post Monday, bloody Monday); uma hora para tentar confirmar que quero, de facto, alterar a morada, o que é necessário fazer num prazo de um mês após a alteração inicial, se não volta tudo ao mesmo. Mas parece que, para fazer a tal confirmação é preciso levar, não apenas o novo ‘PIN de morada’, mas também o antigo, pelo que ainda me restam mais umas felizes incursões relacionadas com a burocracia do CÚ. Oh, happy days.
3) A.L., a minha cabeleireira. Trata-se talvez da maior fraude na história da estética em Portugal. Por ocasião do meu 24º aniversário, decidi ceder às pressões da dita cuja, que insistia comigo para fazer umas ‘luzes’ desde 2006.
Mil vezes amaldiçoei esse momento de fraqueza, em que paguei 90 euros para uma maníaca desgrenhada me salpicar o cabelo de auto-estradas loiro-platinadas, deixando-me com um penteado que a Cruela Deville consideraria excêntrico.
Luzes? Bem, holofotes…
E assim, caros leitores, considerem-se alertados para os principais perigos na nossa sociedade.
Ah, nesta categoria atribuo igualmente uma Menção Honrosa ao Consulado Russo em Lisboa.
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