18 de maio de 2006

Expedição "Lost in Translation" (Parte III)






Depois do pedaço de muro, o grupo separou-se.
O professor americano/indiano juntou-se a la famiglia, e depois depois de uma sesta no hotel fomos a Checkpoint Charlie (1ª foto).

Checkpoint Charlie é uma "barraca (reconstruída) dos aliados e uma grande fotografia colocada mesmo no centro da rua (2ª foto). Foi portanto aqui, no ponto de passagem e controlo para Berlim Oriental, que os confitos entre Ocidente-Leste foram frequentemente mais visiveis e dramáticos. Um dos mais lendários e terríveis incidentes ocorreu em Novembro de 1961, quando os tanques dos americanos e do exército vermelho ficaram 72 horas frente a frente, de cada um dos lados das linhas brancas de demarcação, com os motores a funcionar e as armas carregadas".
Mesmo ao pé da barraca de controle estavam dois alemães, usando uniformes da época, prontos a carimbar passaporte de turistas com o simbolo da alemanha oriental, por uma módica quantia de 2 euros (se não me falha a memória). O que mais me marcou foi o facto de estarem a comer gelados! Não que o tempo não fizesse apetecer, mas o ar ameaçador dado pelo uniforme e pelos olhos de um azul glaciar perde-se, quando se vê a lingua de fora, em contacto com creme de chocolate e baunilha... Decidi guardar os 2 euros (3ª foto).
Visitei o museu de Checkpoint Charlie com o colega da minha mãe. Ela decidiu esperar num café. Fez muito bem: para além de ser caro, o museu é uma merda.

Depois do jantar, demos uma voltinha nocturna por Linden Strass, só eu e a mama.
Seguidamente, ela foi para o quarto, arrumar a mala e dormir, para descansar um pouco antes de Paris, que era a próxima etapa dessa viagem extenuante. Eu fui sair com os alunos dela, o assistente do professor alemão veio também, o que foi óptimo. Para além de ser muito simpático, fala alemão e organizou tudo. Fomos ao Hard Rock Café de Berlim. Era karaoke night, cantei "Sweet Child O'Mine" com 2 rapazes do grupo português, e outro que não conhecia de lado nenhum. Diverti-me muito! Eram todos simpáticos e divertidos!
Depois do HRC muitos deles seguiram para uma discoteca, mas eu voltei para o hotel com um português e uma finlandesa (partilhámos o taxi). Queria tomar o pequeno almoço com a minha mãe, para me despedir, por isso tinha de acordar cedo.

No dia seguinte, depois de um curto pequeno almoço, despedi-me da mama.
Não passámos tempo suficiente juntas, e senti-me sozinha depois de ela ir embora. Tinha e tenho saudades (ehhh pah, tanta paneleirice junta! :p ).
Felizmente, a meio da tarde encontrei-me com o Claus no "jardim da luxúria", em frente ao Berlin Dome (última foto).
Passámos algum tempo juntos. Passeámos e comemos um gelado. Ele está com óptimo aspecto (como sempre), e parece satisfeito com a sua vida na Alemanha, apesar de me assegurar de que tem muitas saudades de portugal.

Depois disso já estava bastante cansada. Regressei ao hotel, jantei uma sandes, arrumei as minhas trouxas e fui dormir (não antes de fazer um filme do quarto maravilhoso, para mais tarde recordar.. hehe).

Acordei super cedo, e iniciei a minha viagem de regresso a Estocolmo.

Bottom line: A viagem a Berlim valeu muito a pena. Em primeiro lugar para rever a minha mãe. Depois, porque a cidade é interessante.
Apesar de não ser particularmente atraente à vista, está cheia de uma história pesada e terrível, que é importante conhecer e recordar, sempre.
Os edificios e monumentos (mesmo os que aparentam ser antigos - 4ª foto: Berlin Dome) foram construidos ou totalmente reconstruidos depois de 1945. A Grande Guerra não deixou pedra sobre pedra.
Por toda a parte se encontra vestigios das guerras que marcaram a cidade: memoriais, muros, construções..
A diferença entre Berlim Ocidental e Oriental ainda é bem visivel. O Leste tem edificios de estilo soviético, e uma quantidade vertiginosa de trabalhos de construção em decurso.
Ainda assim, os berlinenses são felizes e descontraídos. Sabem aproveitar um bom dia de sol, a maioria deles são simpáticos, e aprenderam a viver com as memórias de destruição e tragédia.
Nas palavras do Clausie: "oh, habituas-te!", e disse isto com um sorriso nos lábios.

***

2 comentários:

olivia disse...

mana, não percebo nada do sistema sueco de contagem, mas como usaste numeração romana, devo avisar-te que, habitualmente, a seguir ao I vem o II e só depois o III...

o clausie é um borracho, sim senhor, apesar de ser pãozinho branco, tipo baguete e eu preferir pão integral, de mistura ou 7 cereais (o sr.cócó não tem grandes afinidades com o trigo sem farelo!!)

posto isto (sim, porque já não debatíamos o estado do nosso cócó há tempo considerável, e achei por bem fazê-lo publicamente) me despeço.
beijo grande c saudades,
c

L. disse...

cara olivia,

eu sei a numeração romana (pelo menos até ao X), e posso dizer-te que a culpa foi do servidor do blog (j'accuse! --> nao se se está bem escrito, perdoem o frances)

o clausie e um borracho que esta para casar, por isso vai ter de criar sinergias com um outro cócó.. hehe

beijos!