"Uma história não tem principio ou fim: escolhemos arbitrariamente um momento da experiência, de onde olhar para trás, ou olhar para diante."Graham Green
Escolho começar pelo Momix.
Confesso que não fazia a mínima ideia do que era o Momix, quando a Cat Toscano me falou nisso pela primeira vez.
Mais tarde vi um cartaz de rua e uma descrição do espectáculo:
Momix é uma companhia de bailarinos-ilusionistas sob a direcção de Moses Pendelton. É famosa pela sua habilidade e talento em conjugar um mundo de imagens surrealistas usando adereços, luzes, sombras, humor e corpos.
Em Sun Flower Moon, o espectáculo que celebra os 25 anos da companhia, os Momix reinventam-se poeticamente por um universo misterioso onde os astros são flores, as flores são estrelas e onde uma sensual lua se acende todas as noites.
Em Sun Flower Moon, o espectáculo que celebra os 25 anos da companhia, os Momix reinventam-se poeticamente por um universo misterioso onde os astros são flores, as flores são estrelas e onde uma sensual lua se acende todas as noites.
Pareceu-me muito interessante. E era. Era lindo, mágico. Recomendo vivamente!
Além disso, deu-me uma oportunidade de visitar o Casino Lisboa. Acho que está muito bem feito. Quer dizer, na minha opinião de leiga, dado que foi practicamente a primeira vez que visitei um casino. O Ricardo e a Clara jogaram um pouco de Poker e Blackjack, enquento observava atentamente. Meu Deus, como o dinheiro vem e vai! É preciso muito sangue frio para não perder a calma.
Nessa mesma semana, deu-se a Gala de Inverno da minha faculdade.
Todos os anos há excitação por causa dessa festa, garalmente mais ligados aos preparativos do que ao evento em si. Este ano a coisa fez-se em grande: a Cata organizou um jantar com 52 pessoas (em bom rigor, há que mencionar que 20 desses convidados eram da Carol), seguido de festança no Buddah Bar. O jantar correu bastante bem. Todas as raparigas estavam bonitas (eu estava uma fox, após uma longa sessão de abonecamento com as gatas), e os rapazes estavam decentes, muito embora não tenham posto muito esforço nisso. Destaca-se a criatividade do Rogado, que pôs clips em vez de botões de punho, na tentativa de evitar 5 minutos de trabalho menos viril.
Há muitas fotos giras deste jantar, que vou tentar arranjar junto da Cata (paparazzi de serviço).
A verdadeira tragédia ocorreu depois, mesmo antes de entrar na discoteca.
Estávamos na fila de entrada quando um brasileiro (com o fisique de um gorila culturista, que compra esteróides com desconto de quantidade), passa à nossa frante. Ora, o joão de almada, que estava já bastante bêbado, disse qualquer coisa como 'eh, está a passar-nos à frente'.
Foi neste momento que o sr. gorila se virou para trás, e avançou para o joão, a soltar ameaças muito realistas, que me deram muita vontade de fazer xixi.
O joão foi afastado (salvo) pelo seu amigo Zé e pelo Danuca. Pois sucede que o sr. gorila era muito amigos dos outros seguranças, e disse-lhes, apontando para os meus amigos 'este, este, e este não entam!'.
E não entraram.
Esta situação enervou-me tanto que quis vir embora também. Quando estava a ir embora, a passar por cima da corda, tropecei na saia. Por pouco não caí, em frente a uma audiência bastante numerosa.
Não obstante a cena, o Danuca incitou-me a regressar à festa. Disse que era estúpido não voltar.
Bem, voltei. E posso dizer que essa sim, foi uma decisão estúpida.
Perdi-me dos meus amigos várias vezes, fui queimada com pontas de cigarros, molhada com cerveja entornada, insultada e apalpada. Não obstante, o ponto mais baixo da noite foi cair dentro do lago. Fiquei com água pelos joelhos, especada ao pé da estátua do Buddha.
Quando consegui sair do lado, começou a chover.
Obviamente, a noite não estava a melhorar. Decidi retirar, antes que mais alguma desgraça acontecesse.
Quando estava a tentar furar pela multidão, em direcção à porta, começou uma briga, envolvendo um tipo de muletas. Infelizmente, eu estava entre ele e o alvo da sua ira. Esquivei-me o melhor que pude às bengaladas com que ele tentava atingir o adversário.
Finalmente cheguei à rua. As boas noticias são que o Kwamito deu-me boleia até casa.
E assim acabou essa noite medonha.
***
5 comentários:
Gostei muito da descrição tão colorida destes eventos e da citação do Graham Greene que não conhecia mas acho muito interessante! Aguardo fotos! Bjs Mãe
Obrigada, mamita!
fotos para breve...
portanto cagaste bem para o poker e aparranço chez moi é isso?? achas cansativo fazer um postzito de 5 ou 6 parágrafos por mês é? Achas inútil continuas descrever os acontecimentos com a preocupação e com a carinho pelas piadas irónicas a que nos havias habituado, é??
ranhosa!!
;)
beijinhos e nem penses que te dou o tigrão de prenda de natal, hein?!?
bom...
Olha se a Olivia tem moral para falar depois de uma greve prolongada!Bjs Mãe
Bolas, depois de ler este post até me senti feliz de estar à meses trancada em casa sem ter vida para lá do Y.
Preciso do teu email, tenho uma coisa que é capaz de te interessar...embora não tenha a certeza, mas não custa tentar.
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