13 de setembro de 2006

Expedição "Bom, Bonito e Barato"


No terceiro dia fomos até à ilha de Djerba, onde vimos uma das mais antigas Sinagogas do mundo: a Ghriba. Na verdade, apesar de tudo o que dizem dela, não é nada de especial. Este dia foi o mais memorável. Não por ser o dia em que apanhei caganeira - se bem que isso foi um revés que marcou bastante toda a viagem – mas porque foi o dia em qua visitamos o povo berbere, na aldeia chinini, localizada no meio do deserto de rocha.
Isso foi verdadeiramente especial!
A aldeia situa-se num local muito remoto, de dificil acesso. No entanto, o esforço de lá chegar é recompensado pela vista desimpedida para as montanhas, assim como pela oportunidade de testemunhar um estilo de vida em tudo diferente do nosso.
Nessa noite ficámos instalados no melhor hotel de toda a viagem, e tivemos uma noite muito agradável na companhia do grupo, ao jantar.

No dia seguinte visitamos um outro povo: o povo troglodita.
Este vive no mesmo deserto, mas de maneira diversa. Constroem casas subterrâneas com entradas redondas, como hobbits. As paredes e tectos são cobertos de cal, que é o que mantém a estrutura, e a desinfecta. Em cima de cada porta encontram-se sempre 2 simbolos: uma mão e um peixe. A mão de Fátima protege contra o mau-olhado, e o peixe traz abundância e fertilidade.
Depois fomos para Tataouine – a porta do deserto. Esta é a última cidade antes do início do deserto do Sahara, que tem mais de 900 milhões de quilómetros quadrados, e é partilhado por vários países: Tunisia, Marrocos, Mauritânea, Algéria, Niger, Egipto, Mali e Sudão.
Foi nesta ocasião que andámos de camelo. Todo o grupo teve de vestir tunicas e turbantes tradicionais, de forma a evitar o calor abrasador daquela região, agravada pela hora do dia. A minha mãe e irmã decidiram não participar nesta aventura; a minha mãe porque morreria de terror de ter de trapar a um camelo de um metro e oitenta de altura, e a Sara porque estava doente e com febre, não se sentindo forte o suficiente para um passeio de uma hora à torreira do sol.
Na orla da cidade, já na areia quente do deserto, encontrava-se o parque de estacionamento dos camelos. Havia tantos! Incontáveis! De todas as cores e tamanhos. Na verdade, não são camelos mas dromedários. Parece que estas espécies diferentes vivem em desertos com características distintas, pelo que nos desertos quentes de areia é o dromedário quem se dá melhor.
Posto isto, subimos para os pobres animais, e passeamos pelas dunas até um oásis, onde descansamos um pouco antes de voltar para trás.
Tirando montar/desmontar, andar de dromedário é bastante confortável e inspira confiança, dado que é um animal tranquilo e paciente.

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