Apesar do avião ser um passarão gigante, o vôo decorreu sem problemas nem grandes abanões. Como a Sara estava ao meu lado, e perfeitamente tranquila, eu também não estava no pânico habitual, o que é sempre positivo.
O vôo era um charter cheio de tugas, daqueles que põem as roupas de domingo e vão ao cabeleireiro especialmente para a ocasião de andar de avião. Confesso que isso me fez recear sobre as possibilidades de socialização com o nosso grupo. Felizmente, os receios eram infundados.
Chegámos a Tunis bastante tarde, e depois de passarmos pelo controle de passaporte, onde a Sara recebeu olhares de indignação por tentar tirar as calças para o homem com o detector de metais, fomos recebidas pelo nosso guia e condutor, que nos levaram sem demora para o hotel.
O guia chamava-se Buzir.
Era um homem de estatuta baixa e roliça, com cabelo à escovinha e sapatos pretos de verniz, que contrastavam fortemente com a envolvente em geral, e com o resto da toillette em particular. Falava um português bastante correcto, embora com um sotaque brasileiro flagrante. Embora fosse sempre correcto e disponível, raramente gracejava ou ria dos gracejos dos outros, fazendo questão se não se deixar envolver socialmente com o grupo. Eventualente descobrimos que era um homem muito religioso, e rezava às escondidas quando o grupo dispersava para as visitas livres.O nome do condutor era Rafik.
Rafik era em tudo diferente do Buzir. Era alto, magro, com um farto bigode negro e uma cicatriz profunda do lado direito da cara - desde o olho até ao queixo. Falava pouquíssimo português, mas tudo aquilo que sabia empregava entusiasticamente para ajudar e interagir com o grupo. Gostei muito dele, e a curiosidade de não saber como fez aquela cicatriz ainda me dá bastante comichão.Posto isto, a viagem.
No primeiro dia fomos visitar o museu do Bardo, que tem a maior colecção de azulejos e mosaicos do mundo.
Havia coisas extraordinárias! Incluindo a horda de vendedores ambulantes que nos aguardavam à saida.Fomos também a Sidi Bou Said, uma encantadora villa de casas azuis e brancas, na qual vendem um conhecido chá de menta com pinhões.

Depois fomos visitar umas ruinas romanas, no local onde a velha Cartago outrora existiu.

No dia seguinte visitámos o túmulo do primeiro presidente vitalício da Tunisia (Bourguiba). Parece que tiveram de o tirar do posto à força, depois de uma equipa de médicos o ter considerado incapaz de contínuar à frente do país. Ocasião em que subiu ao poder o segundo presidente vitalício da Tunisia.
À saída estava sentado um velhote super castiço, vestido com as roupas tradicionais do Norte de África. Quando o vi soube que tinha de tirar uma foto com ele, aventura que me custou um dinar.

Depois seguimos para El Jem, que possui o sexto maior coliseu romano do mundo, e aquele que é considerado o melhor conservado.

6 comentários:
pelos menos tu já tens fotos com o mundo árabe norte africano... eu ainda estou à espera de, um dia, encontrar perdido um dvd de marrocos!!
Wow very nice pics, I guess you had a lovely trip. I wrote "I guess" because I'm still looking for the english translation (yes I gave up finding a french one...:p), so... Do something, fix it! LOOL
Lots of kisses
PS: glad to see you back, I missed you in my blog :)
oh, mana-boa...
também aguardo com espectativa esse dvd, que já se faz esperar com ganas de d. sebastiao...
ficas estas e o photoshop.
conto contigo para nos pores as duas em cima de um camelo...
beijos
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hej djou!
i'm happy you enjoyed the pictures.
i hope you don't have a lot of trouble with translation, but you know, it would take me forever to write all that in english.
if you can't find one, i'll send you an e-mail with the international version, ok? (see I FIX blog problems, unlike YOU!!)
big big kiss
leila
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"Leva-me me contigo!", "pra onde?"
"rebolar na praia mergulhar na areia"....eheheheh
mr.wolf
que bom... então agora q está cinzento e frio, as tuas fotos ainda sabem melhor.
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