22 de dezembro de 2005

Operação Flecha Engripada


Oh, como estive mal!
Tudo começou na segunda feira passada. Quando estava a aspirar (um dos vários horrores da lida doméstica), comecei a sentir-me dormente e sonolenta. Corajosa como sou, optei por ignorar estes sinais de perigo eminente, e levar a minha missão a bom porto.
Mais tarde, quando estaba a merendar, invadiu-me um sensação de frio. Mas não era um frio qualquer (não, não, caros leitores!), era um frio glaciar!
Incapaz de me aquecer pelos meio convencionais, optei por me escalfar através de um duche de água a ferver, deitando-me de seguida com o aquecedor ligado no máximo, esmagada pelo peso dos cobertores e de um gatinho (em boa verdade, é um gatão!). Ainda assim, não consegui recuperar, e quando senti os pés a gangrenar, achei por bem sacar do termómetro. Coloquei-o na cavidade sovacal, e constatei que tinha febre.
Foi então que dei inicio à “Operação Flecha Engripada”.
Em poucas palavras, a operação consiste no recrutamento de amigos para tomar conta de mim. Por “tomar conta” entenda-se prestar auxilio nesta altura de dor: dar-me remédios, fazer-me chazinhos, aconchegar-me os cobertores, dar-me a mão e dizer-me repetidamente que não vou morrer desta. Sim, porque não há nada pior do que estar doente e só!
Felizmente, a minha amiga Catarina Neves (ver foto acima) estava em casa, tendo sido a primeira recruta a dar apoio a esta mui nobre causa.
Quando ela chegou, estava no pior ponto desta maleita fulminante. Sentia-me como se tivesse sido atropelada por um camião, mas na Sibéria.
Ela foi o máximo! Ao que parece, tem muita experiência com casos desta natureza, tendo ao longo dos anos orquestrado um modus operandi que se veio a revelar de uma eficiência verdadeiramente notável! Assim, não só cumpriu os requesitos acima descritos na perfeição, como ainda passeou o meu bom-cão. Obrigada!
Passadas umas horas, comecei a sentir-me melhor. Ainda assim, quando ela se foi embora, re-iniciei a “Operação Flecha Engripada”.
Desta vez, quem acudiu aos meu clamores foi o Edu. Apareceu cá em casa com duas embalagens de Ben-U-Ron, um cãozinho de peluche (que eu baptizei de Moisés), e o “Resevoir Dogs”, do Quentin Terantino. Obrigada, também!
Deste modo, os dias foram passando e, neste momento, já estou quase recuperada.
No entanto, se souberem de mezinhas, ou conselhos que auxiliem a minha recuperação, partilhem.

Até à próxima

***

4 comentários:

olivia disse...

eu sei de uma coisa q te pôs boa em 2 tempos: é importada, de origem brazuca, apimentada com uma pitada de extremo oriente, uma pepita californiana e uma noite em oslo!!!

Anónimo disse...

o que é? A elise teve por cá? e não disse nada? ah minha grande piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

olivia disse...

AHAHAHAHHa....
lamento, mas a elize, por mais querida e desejada que seja, não punha alguém boa em 3 segundos como a pessoa a quem me refiro!! e mais... round 2 ko... begin round 3!!

L. disse...

oh maninha...
a mim o round 3!

***